Avaliação, diagnóstico e acompanhamento para adultos

Sempre achaste que era desorganização. E se não for bem assim?

Em Alenquer, Arruda dos Vinhos e Online

 

Dificuldades de concentração. Sensação de estar sempre a apagar fogos. Procastinação crónica. Projetos de ficam a meio. Impulsividade que não consegues explicar.


Durante anos, talvez te tenhas convencido de que é falta de força de vontade. Ou que és simplesmente assim.

No adulto, a PHDA é frequentemente confundida com desorganização, ansiedade ou excesso de sensibilidade e pode passar décadas sem diagnóstico. Muitas pessoas chegam à idade adulta sem nunca terem tido uma explicação para o que sentem.

Uma avaliação especializada pode mudar a forma como te entendes a ti próprio/a e abrir caminho para estratégias que finalmente fazem sentido.

E se houver uma explicação para o que tens sentido a vida toda?

Não é preguiça. Não é falta de esforço. Pode ser PHDA.

A PHDA no adulto não desaparece, adapta-se. Manifesta-se de formas diferentes das que conhecemos nas crianças, e por isso passa muitas vezes despercebida. Mas tem nome, tem avaliação, e tem tratamento.

Na MEL care, o processo começa com uma avaliação psicológica detalhada. A partir daí, desenvolvemos um plano de intervenção em conjunto, que pode incluir terapia cognitivo-comportamental para desenvolver estratégias concretas no dia-a-dia, e acompanhamento psiquiátrico se a medicação for uma opção a considerar.

Um percurso integrado, pensado para a tua vida real.

Vamos?

A PHDA na mulher apresenta-se de forma diferente e passa mais despercebida.

Durante décadas, a investigação sobre PHDA focou-se quase exclusivamente em rapazes e homens. O resultado? Mulheres com PHDA que cresceram a ouvir que eram "muito emotivas", "distraídas", "ansiosas" sem nunca receberem um diagnóstico.

Na mulher, a PHDA tende a manifestar-se de forma menos visível externamente mas igualmente exigente por dentro:

  • Hiperactividade mental constante, mesmo quando o corpo está quieto

  • Dificuldade em regular as emoções, com tendência para se sentir sobrecarregada

  • Perfecionismo compensatório - trabalhar o dobro para esconder as dificuldades

  • Sensação crónica de não estar a chegar a tudo

  • Dificuldade em estabelecer e manter rotinas

  • Baixa autoestima associada a anos de autocrítica

  • Sintomas que se intensificam em fases hormonais - ciclo menstrual, gravidez, pós-parto, perimenopausa

Se te reconheces neste padrão e, especialmente, se já te disseram que "é só ansiedade" pode valer a pena fazer uma avaliação.

Pode valer a pena fazer uma avaliação se te identificas com…

 
  • dificuldade em manter o foco em tarefas longas

  • procastinação crónica

  • sensação de estar sempre em sobrecarga

  • impulsividade nas decisões ou nas relações

  • dificuldade em gerir o tempo

  • esquecimentos frequentes

  • projetos inacabados

  • dificuldade em rehular as emoções

  • baixa tolerância à frustração

  • sensação de nunca estar a render o suficiente

Questões frequentes sobre PHDA

FAQs

  • PHDA significa Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção.

    É uma perturbação do neurodesenvolvimento caracterizada por dificuldades persistentes de atenção, impulsividade e, em alguns casos, hiperactividade que interferem com o funcionamento no dia-a-dia, no trabalho, nas relações e na vida pessoal.

    Ao contrário do que se pensa, a PHDA não é uma questão de inteligência nem de esforço. É uma forma diferente de funcionamento neurológico que tem nome, tem avaliação e tem tratamento eficaz.

  • A avaliação inclui entrevista clínica, questionários validados e análise da historia de vida.

    O objectivo é perceber se os sintomas que sentes se enquadram num diagnóstico de PHDA e qual o melhor caminho a seguir.

  • A avaliação pode ser feita por um psicólogo ou por um psiquiatra. Na MEL Care habitualmente é a equipa de psicologia que faz a avaliação e diagnóstico.

    O acompanhamento psicológico é feito pela psicologia, com recurso a terapia cognitivo-comportamental.

    Se a medicação for uma opção a considerar, o psiquiatra da nossa equipa pode fazer esse acompanhamento.

    Os dois trabalham em conjunto para que o percurso seja coerente.

  • A TCC ou terapia cognitivo-comportamental é uma das abordagens com mais evidência no tratamento da PHDA no adulto. Trabalha estratégias concretas de organização, gestão do tempo, regulação emocional e mudança de padrões que não estão a ajudar.

  • Sim, e é mais comum do que pensas. Muitas pessoas chegam ao diagnóstico pela primeira vez entre os 30 e os 50 anos. Nunca é tarde para perceber o que se passa e encontrar formas de viver melhor.

  • Vale sempre a pena conversar. A avaliação é exactamente para isso: perceber o que está a acontecer, sem partir do princípio que o diagnóstico já está feito.

 

Perceber o que se passa é o primeiro passo para mudar o que não está a funcionar.